Tu aí, ó morte que permaneces viva,
Ó ser melancólico que te vais desfazendo,
Ó tu, possuidor de forte cobardia:
Serás um monstro mesquinho,
Cuja multidão te sufoca?
Serás um bicho ingrato, sozinho,
Pois encaras cada dia como uma derrota?
Serás ingénuo, por não conhecer …
Ou um fracasso, por não perceber?
Noto que no tesouro, vês uma pedra
E na presença, encontras o desconhecido.
Se para ti, quem reina é a inutilidade
Terá o sentido, terá esse traiçoeiro perecido?
Pede ao pai do mundo e das histórias,
Que me leia o coração e o escreva no meu pensamento.
Esclareço-te que sei o que sinto
Dá-me então só a tranquilidade, e leva o sofrimento.
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